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Why I Hate Android

Why I Hate Android:

Perhaps more people will relate to this: I hate Android for the same reason that Severus Snape hates Harry Potter — the very sight reminds me of something so beautiful, that was taken. Except it’s worse. It’s as if Harry Potter has grown up to become Voldemort. 

(Via parislemon)

Muito bom artigo do MG Siegler sobre a falácia de o Android ser “aberto”.

Codebits 2010: I’m attending

Para tentar dar um bocadinho de actividade ao blog fica aqui o anuncio que eu vou ao Codebits 2010.

Codebits 2010

O Codebits é um evento anual realizado pelo SAPO que inclui talks sobre os mais diversos tópicos (principalmente relacionados com tecnologia informática, mas com algumas excepções), um concurso de programação com o objectivo de ser uma incubadora de ideias, quizes, concertos, muita pizza e muita cafeína.

Já fui o ano passado, onde fiz parte da equipa que apresentou o Rupert: o robô fotográfico, e adorei a experiência!

Os lugares são limitados, mas ainda não foram todos ocupados!

iTunes Store/Amazon/etc. Leash

Neste momento de crise e especialmente para pessoas que ainda estudam (como eu), o controlo dos gastos é um aspecto importante a ter em conta. Mas, como toda a gente, temos “necessidade” de adquirir música, programas, jogos, livros, etc.

Numa das minhas insónias desta semana, lembrei-me que a iTunes Store (em particular, mas pode ser extensível à Amazon e afins) podia ter um sistema em que os utilizadores definiam um limite mensal de dinheiro que estão dispostos a gastar. Aparecia um mostrador no topo da loja a indicar quanto é que já gastamos esse mês e que avisasse quando ao fazer uma compra se passasse do limite previamente definido. Sim, eu sei que existem aplicações de controlo de gastos como o Cha-Ching, mas isso implica eu andar a ir lá por o dinheiro que gastei em cada compra.

Um exemplo com preços reais (e com apps da minha Wishlist) seria ter um limite de imaginemos €30. Isto daria para eu ao longo de um mês comprar na iTunes Store:

  • Flight Control – €0,79
  • RedLaser – €1,59
  • Tweetie 2 – €2,39
  • Best Camera – €2,39
  • Command & Conquer – €7,99 [1]
  • Album novo dos Muse – Resistance – €9,99
  • Quando fosse tentar comprar o Humbug dos Arctic Monkeys avisava que estava a passar dos €30 e perguntava se queria prosseguir com a compra, algo que eu faria de qualquer maneira porque o disco é bom e gosto da banda, ou se queria adicionar o disco à wishlist para comprar no mês seguinte.

    Claro que isto é algo que a Apple nunca na vida iria implementar dado que acabaria de vez com a maior parte dos “impulse buys”, mas que me dava jeito dava. A minha conta do iTunes Store foi criada com um MBNet com 5€ por segurança… da minha conta bancária. :P

    Eu com um sistema destes na iTunes Store e na Amazon ficava contente.

    Abstract in English

    Rant on why iTunes (and other online stores) should have optional monthly spending thresholds.

    [1] – Já agora, alguém sabe se o jogo vale alguma coisa? Como fã da saga desde o primeiro jogo fiquei muito intrigado!

    Novos iMac, Macbooks, MacMini e Magic Mouse

    Embora pareça que só escrevo sobre a Apple, o objectivo deste blog não é esse. O problema é que a vontade de blogar aparece mais quando existem eventos da Apple ou lançamentos de novos produtos e se gera uma discussão no Twitter à volta do assunto. Isto para dizer que este post é de novo sobre a Apple, como o título indica.

    Não vou descrever as novidades e as alterações de cada produto em pormenor, algo que podem ver nos links de cada produto, mas sim fazer um ligeiro comentário com a minha opinião sobre cada um deles.

    Finalmente referir que, na minha opinião, as novidades hoje apresentadas -iMac especialmente- mereciam um Media Event como o de Setembro passado dedicado ao mundo do iTunes e iPods.

    Apple iMachttp://www.apple.com/imac/

    Ecrãs muito bons!

  • Não são os painéis TN que se encontram em monitores de €200 que se encontram nas Vobis e Wortens, mas sim ecrãs com painéis “profissionais” (S-IPS) que têm uma profundidade e definição de cor muito melhor.
  • Resoluções muito boas!
  • As especificações do modelo mais caro deixam um pouco a desejar para o preço:

  • Eu como jogador que sou, penso que uma ATI 4850 com 512Mb de RAM é pouco nos dias que correm. Tenho a irmã mais velha 4870 1Gb no meu computador de jogos há já mais de 1 ano! E a ATI já lançou a nova geração (gama 5xxx) de placas gráficas! Gostaria de lá ver uma 5850 ou 5870, embora tal tivesse algumas considerações térmicas a ter em conta.
  • Quanto aos processadores, faria mais sentido incluir o Core i5 na base da gama em vez dos Core 2 Duo e meter o Core i7 nas versões de 27″.
  • Embora a tentação seja muita (já escondi o cartão e tudo), não consigo justificar a compra de um brinquedo destes pelos motivos já enumerados acima: CPU e placa gráfica insuficientes. Tenho um computador Windows com quase 2 anos com a mesma capacidade de computação, embora só o utilize para jogar…

    Update: Reparei agora que a Apple não disponibiliza opção de um disco SSD, logo agora que os novos da Intel me andam a fazer água na boca. Algo a investigar.

    Update 2: Nos tempos que correm e com estes ecrãs faz muita falta um leitor (nem é preciso ser gravador) de Blu-Ray!!

    Apple Macbookhttp://www.apple.com/macbook/

    Evolução lógica desde que os antigos Macbook Unibody de Alumínio passaram a Macbook Pro. Não é para mim, dado que eu se tivesse no mercado estaria a olhar para a gama Macbook Pro e para as 15″.

    Apple Mac minihttp://www.apple.com/macmini/

    Ligeira actualização da gama. Continuo tentado em ter um para por na sala como Media Center/Server, mas de momento tenho outras prioridades.

    De referir ainda que agora passaram a oferecer uma versão com dois discos e com o Snow Leopard Server instalado, que se pode configurar como uma boa opção para start-ups ou pequenas empresas.

    Apple Magic Mousehttp://www.apple.com/magicmouse/

    Novo rato da Apple depois do semi-falhanço do Mighty Mouse anterior. Usa tecnologia multi-touch parecida ao ecrã do iPhone e dos teclados dos Macbook Pro. Resta saber se são a pilhas ou bateria, algo que no site não diz.

    Algo a testar quando aparecerem nas lojas físicas aqui da zona mais por curiosidade, dado que não parece que sirva para as minhas necessidades, que incluem alguns jogos que necessitam left-click e right-click ao mesmo tempo.

    English abstract

    Blog post with some short comments about the new Apple products released October 20th.

    iMac – Nice screens. Think the processor and graphics card on the top tier 27″ ought to be a Core i7 and a ATI 5870! Default processor should be the i5 and not the C2D.

    Macbook – Logical update path.

    Mac mini – Small update. Nice server for start-ups and small companies.

    Magic Mouse – Got to test it, but probably not for me. Gamer here!

    Planos e projectos para as férias de verão

    Ainda nem chegou a época de exames e um gajo já pensa em ver-se livre deles. Começa-se a planear o que fazer no tempo livre e nas coisas em que não se tem tempo/paciência para fazer quando se está em aulas e com trabalhos/projectos para entregar na faculdade.

    Blog – The Fire Freak

    A coisa mais óbvia a acabar é a theme deste blog, algo que já está prometido há muito tempo. Ainda não sei se vou manter esta theme ou vou por uma outra, já que há umas quantas themes para WordPress que já me chamaram a atenção. Se escolher por manter esta terei que lhe dar uns retoques, criar um header que não seja o default e adicionar-lhe uns plug-ins. Pelo menos meter-lhe o Google Analytics em cima só para testar.

    Home Server / Media Server / Media Center

    Uma das outras coisas em que ando a pensar desde que o meu antigo servidor de ficheiros caseiro pifou numa semana nefasta há uns 2 ou 3 anos que matou 3 computadores em minha casa, é ter uma máquina que faça de servidor de ficheiros e media center lá para casa.

    A ideia inicial era ter um Mac Mini colocado na sala e ligado à televisão para poder ver lá umas séries e filmes e servir de servidor caseiro. Claro que teria de utilizar um ou mais discos externos (ou um Drobo se alguém se chegar à frente).

    A outra solução é fazer um servidor “normal”, meter-lhe Linux em cima e instalar-lhe um servidor UPnP para mandar os conteúdos multimedia para a PlayStation 3. Esta solução permitiria-me baixar o custo do servidor, treinar um bocadinho algumas skills de Linux e ter alguma versatilidade na hora de fazer upgrades de hardware (think hard drives) ao servidor.

    Este servidor, em qualquer uma das modalidades, também iria servir para fazer backups aos computadores cá de casa.

    Setup de Software para tese de mestrado

    O servidor descrito anteriormente, vai servir como já referi para fazer backups aos computadores cá de casa, mas especialmente do computador que eu eleger para desenvolver a tese de mestrado que vou começar no próximo semestre.

    Vai ter que ter uma cópia actualizada de todo o trabalho da tese. Já todos sabemos que imprevistos acontecem, pelo que realizar vários backups é essencial.

    Vou ter que pensar também é no Setup que vou usar para escrever a tese. Tenho uma licença do Bookends, pelo que em principio a parte do software de gestão de biblioteca já tenho. Resta ver que usar para pensar e escrever a tese. Várias soluções já me passaram pela cabeça, como testar o Scrivner, instalar um Wiki no servidor onde este blog está ou no futuro servidor lá de casa, etc. Vou ter que pensar bem no assunto. Caso nada disso me agrade sempre tenho o Textmate ou o Aquamacs.

    Ando bastante tentado é a comprar um disco de 500Gb e uma bateria para o MacBook Pro. Os 120Gb de disco actuais não chegam para nada e a bateria só dura 15 minutos. Precisa também duma limpeza :D

    ACABEM EXAMES!!!

    Resta esperar que os exames acabem quanto antes (no pior dos casos, para bem ou para mal, acabam dia 21 de Julho…) e eu não me esqueça de fazer estas coisas… como é normal em mim. :D

    Esperem noticias em “breve”.

    Séries, Filmes, Música, DRM e The Pirate Bay

    Tinha este post em draft há já duas semanas, mas devido a falta de tempo, resolvi publica-lo como estava. Ficou com menos profundidade do que tinha anteriormente pretendido.

    Com o caso do The Pirate Bay veio à luz da ribalta a problemática da pirataria.

    A pirataria tem, do meu ponto de vista, várias origens e catalizadores[1]. O primeiro e mais importante é o preço do conteúdo:
    Bilhetes de cinema a €5, CDs e DVDs a €15, BluRay a €30, assinatura de televisão por cabo (pacote decente) > €30, jogos acima de €50, Boxset’s de séries carissimos, etc.

    Estes preços seguramente podem ser reduzidos a preços mais acessiveis, permitindo o accesso à cultura a um público maior, reduzindo os números da pirataria e mantendo ou aumentando os lucros (preços mais baixos = maior procura).

    Outro problema tem a ver com os lançamentos em timeframes distintos nos vários pontos do mundo. Nos tempos que correm em que a Internet é um dado adquirido e em que uma pessoa lê reviews e pessoas a falar de coisas que não têm disponiveis no seu país, torna-se dificil não se gerar um “bichinho” na pessoa.
    Solução? Worldwide availability!
    Nós não vivemos em Espanha e não necessitamos de conteúdo dobrado. Legendas demora-se 1 dia a fazer no máximo e eu vivo bem sem legendas.

    Claro que este problema não é fácil de resolver porque involve direitos de autor e dinheiros com as productoras…

    Relacionado e derivado do ponto anterior, está o problema da não existência de acesso fácil a estes conteúdos de outras formas, como as existentes nos Estados Unidos como o Hulu, Netflix ou a iTunes Store, que nos Estados Unidos também vende e aluga filmes e séries.

    Seria muito difícil para as editoras/productoras/artitas aceitarem por exemplo a existência de uma iTunes Store por subscrição em que 50€ por mês me daria direito a ver os filmes e séries que quisesse ver e ouvir as músicas que me apeteça?

    Disclaimer: Antes que fiquem com ideias, eu sou completamente a favor de pagar por conteúdos de qualidade e entendo o porquê do DRM (embora não goste). A discussão da distribuição de lucros entre artistas e editoras não vem ao assunto.

    [1] – Termo cientifico para o senhor Ska ficar contente.

    iPhone OS 3.0: iPhone chega à idade adulta?

    Esta terça-feira, a Apple convidou jornalistas e developers para um evento com o objectivo de mostrar um tease sobre o que será a nova versão (3.0) do sistema operativo do iPhone. Sistema este também utilizado nos iPod Touch. Segundo números da Apple, o iPhone OS já é utilizado em cerca de 30 milhões de dispositivos, distribuidos entre os dois tipos de dispositivos.

    Com a segunda versão (2.0) do iPhone OS apresentada na WWDC 2008, a Apple para além de ter introduzido suporte para 3G, Exchange, A-GPS, entre outros, criou uma loja onde os programadores e empresas podem vender as suas aplicações. Em 8 meses de actividade, já existem cerca de 25.000 apps (embora muitas dessas apps sejam fart apps) e já foram descarregados 800 milhões, entre aplicações pagas e gratuitas.

    No evento foi apresentado um novo modelo de negócio para aplicações pagas chamado de In App Purchase que consiste em permitir comprar novos conteúdos dentro de uma aplicação, como por exemplo um novo e-book numa aplicação de leitura de e-books. No modelo anterior teria que existir uma aplicação para cada e-book.

    Foi apresentado também um novo SDK (software development kit) ou uma extensão à primeira versão do SDK que inclui 1000 novas API’s (application programming interface), que os programadores vão poder utilizar nos seus programas, das quais, para mim, se destacam:

  • Conectividade Peer-to-Peer sobre Bluetooth: Com descoberta e ligação automática a outros dispositivos utilizando Bonjour. Esta nova funcionalidade vai permitir por exemplo fazer jogos multiplayer. Em 2005, eu e uns colegas de curso fomos convidados para um estágio no INESC que tinha algo a ver com este tema, mas infelizmente não chegamos a fazer nada.
  • Controlo de Acessórios por Bluetooth e Dock Connector: Vai ser possível às aplicações interagir com acessórios, permitindo por exemplo como foi mostrado no evento, utilizar as medições de um analisador de níveis de glucose directamente num programa.
  • Abertura da API do Core Location para Turn by Turn: Com a nova versão do iPhone OS já vai ser possível utilizar software de GPS com indicações Turn-by-Turn iguais aos dos aparelhos GPS actualmente à venda mas sem utilizar os mapas do Google. Isto quer dizer que cada aplicação vai ter que trazer os seus próprios mapas.
  • Push Notifications: O sistema que mencionei no post da WWDC 2008 não chegou a ser implementado na versão 2.0 por razões de escalabilidade. A Apple disse que teve que redesenhar o sistema para conseguir aguentar o número elevadíssimo de notificações e parece que agora é de vez.
  • Para o comum utilizador, a Apple mostrou algumas das 100 novas features do novo iPhone OS 3.0 das quais se destacam:

  • Copy, Cut and Paste: A feature mais “exigida” pelos utilizadores do iPhone. Com o novo sistema operativo, vai ser possível copiar texto, imagens e até código HTML entre aplicações, sejam elas da Apple ou de terceiros compradas na App Store. Pelo que vi na demonstração do Scott Forestall, o sistema de selecção de texto e cópia do mesmo parece bem implementado e com uma boa interface para o utilizador.
  • Landscape Keyboard e Layout:Possibilidade de utilizar mais aplicações da Apple em modo horizontal como por exemplo o Mail, Stocks, Notes, etc. Pessoalmente não gosto tanto de escrever com o teclado em modo landscape, que neste momento só é possível utilizar no Safari.
  • MMS: A Aplicação de Mensagens vai passar também a suportar nativamente MMS. O não suporte de MMS sempre foi um dos grandes argumentos anti-iPhone e a Apple vai assim calar essas queixas. Em Portugal a Vodafone lançou uma aplicação, iMMS, que permite enviar e receber MMS. Tenho-a instalada desde que saiu e só a utilizei uma vez… para testar. Tive durante anos a fio telemóveis com capacidade de mandar e receber MMS e nunca utilizei. E tenho MMS’s grátis já agora.
  • Envio e recepção de contactos no formato standard vCard: Uma funcionalidade que fazia bastante falta ao iPhone, e que a maior parte dos telemóveis suportam, mesmo já tendo alguns anos.
  • Spotlight: Inclusão de capacidades de search nas aplicações Mail, Calendar, iPod e Notes. Adicionalmente, foi criado um novo homescreen à esquerda do principal que permite a procura em todas as aplicações mencionadas anteriormente juntamente com a aplicação Contacts que já tinha esta funcionalidade de procura.
  • Sincronização de Notes com o iTunes: Embora a aplicação do Evernote já o faça através da Internet com a sua aplicação no Desktop e permita uma melhor organização de notas.
  • Bluetooth stereo A2DP: Adicionalmente às funções de conectividade P2P e com acessórios descritas anteriormente, o iPhone pasará a suportar o protocolo A2DP que permite a utilização de auriculares bluetooth stereo.
  • Sem estas novidades o iPhone já era um excelente telefone/smartphone/computador, se não o fosse não o teria comprado. Com estas novidades podemos afirmar que chega à idade adulta. Algumas destas novas funcionalidades apresentadas eram necessárias para tornar a utilização do iPhone mais productiva e para permitir um novo tipo de utilização do mesmo como o Copy and Paste e a partilha de vCards. Outras permitem o iPhone aproximar-se em termos de utilização a outros smartphones como o Turn-by-Turn GPS. Claro que uma das primeiras coisas que me vieram à cabeça enquanto acompanhava a apresentação foi que, para utilizar esta funcionalidade de Turn-by-Turn GPS, será aconselhável a compra de um carregador de isqueiro para o iPhone para ter no carro.

    Quando é que todas estas novidades chegam aos nossos iPhones? “Summer 2009″ para alguma definição de “Summer”. Vai ser um update gratuito para os iPhones e de €10 para os iPod Touch. A primeira geração de aparelhos não vai suportar algumas funcionalidades como A2DP ou MMS.

    Deixo aqui o link para o video do evento para os interessados: Evento Preview iPhone 3.0.

    Apple’s Notebook Event: 14 Out ’08

    Realizou-se na terça feira mais um evento da Apple onde o tio Steve e os compinchas (Tim Cook e Jonathan Ive) apresentaram novos produtos, como já a esta altura do campeonato já toda a gente a ler este post já deve saber. Desta vez o objecto das reformas foi toda a gama de portáteis e os Cinema Displays, que eram um dos produtos de toda a gama Apple que mais tempo tinham de mercado sem alterações.

    Rumores

    Antes de mandar a posta de pescada sobre os produtos apresentados, gostava de falar sobre os rumores sobre os novos produtos que sempre se intensificam quando um evento da Apple está perto.

    Será que sou só eu que gosto cada vez menos desta onda de rumores e das proporções que está a atingir?

    Cada vez mais estes rumores são mais detalhados e já começam a roçar a espionagem industrial. Desta vez saíram ao público fotografias das novas estruturas dos Macbooks e Macbook Pros e detalhes sobre o novo processo de fabrico antes da apresentação oficial.

    Isto para além de ser prejudicial para a Apple também é, do meu ponto de vista, prejudicial para nós público.

    A piada que estes eventos da Apple, mais do que qualquer outra empresa actualmente, é uma pessoa ficar surpreendida com as novidades apresentadas. Lendo todos estes rumores ficamos a saber a maior parte das novidades do evento, perdendo este a maior parte do interesse.

    Irei fazer a experiência de não ler nenhum destes rumores para a próxima Macworld para ver se a experiência volta ao que era antigamente, quando os únicos rumores eram baseados nos ciclos normais de vida dos produtos e não havia tantos leaks de detalhes.

    Novidades

    Quanto às novidades, talvez mais importante que a renovação estética e funcional dos portáteis foi a apresentação do novo processo de fabrico dos portáteis em aluminio estreado no Macbook Air apresentado no principio do ano e aperfeiçoado nos novos Macbook e Macbook Pro.

    Resumidamente, este processo de fabrico consiste em escavar um paralelepípedo de aluminio até ficar com a forma pretendida em vez de ir juntando várias peças pequenas numa estrutura. Isto permite que a estrutura seja mais resistente. Para maiores detalhes recomendo que vejam o video disponibilizado no site da Apple.

    Depois da apresentação do processo de fabrico, foram apresentados os novos Macbook e Macbook Pro.

    Dado que toda a gente já deve saber as novidades, e se não o sabem sempre podem ir ver no site da Apple, vou só destacar o que acho mais interessante dos novos produtos.

    Começando pelo que têm em comum:

  • Processo de fabrico: Ao que parece consegue-se uma maior rigidez com menor peso;
  • Novo chipset com placa gráfica integrada (9400M): Enorme aumento do poder de processamento gráfico em comparação com as antigas placas gráficas integradas Intel;
  • Novo Trackpad: Sem botão separado e feito de vidro. Eu pouco uso o botão do meu, só mesmo para fazer drag de coisas, dado que para clicks e dual-clicks uso o simples tap. Tenho que testar os novos gestures e o feel do trackpad para emitir uma melhor opinião;
  • Mini-DisplayPort: Mudança para um novo standard de conector de video;
  • Novo look: Passagem do look iPhone para a gama de portáteis depois de já ter sido implementado nos iMacs. Só desgosto da cor preta no teclado. Quanto ao preto à volta do ecrã fica deveras bem.
  • No Macbook o que mais se destaca para além do referido anteriormente é a ausência de Firewire, algo que me é indiferente, mas para muitas pessoas não é. Já quanto ao Macbook Pro destacam-se as duas placas gráficas. Foi incluida, para além da gráfica integrada no chipset, uma 9600M GT. Dá para escolher entre uma ou outra o que afecta também o tempo de vida da bateria. Pena que não dê para fazer Hybrid SLI das duas gráficas (para quando estivesse ligado à corrente a jogar por exemplo.

    Algo que não me agrada muito é a quase não diferenciação entre o Macbook normal e o Pro. Antes a diferença era grande. Só o facto de ser em aluminio e o outro em plástico era um factor que levava muita gente a comprar o Pro. Agora as únicas diferenças são a placa gráfica, o tamanho do monitor e a inclusão do Firewire (a velocidade do processador e o tamanho do disco também é ligeiramente maior, mas a relevância é menor).

    Como ja tinha referido anteriormente, foi finalmente renovado o Cinema Display, que agora se apresenta com a nova linguagem estética da Apple, com LED backlighting e Mini Display-Port. Pena que não traga adaptador pra DVI, o que obriga a ter um computador com Display Port. De génio é a inclusão de MagSafe (e a inclusão de ligação USB e hub interno de 3 portas), o que torna o monitor numa “dock” para os novos portáteis.

    E agora na Macworld?

    A pergunta agora é o que é que a Apple vai apresentar na Macworld já daqui a 3 meses. Algo lógico é que apresente novos produtos baseados na nova arquitectura de processadores Nehalem da Intel. Pelo que devemos ver novos Mac Pros e novos iMacs. No caso do iMac também é lógico que receba as novas placas gráficas da Nvidia em substituição das ATI actuais.

    Algo que me interessaria pessoalmente seria uma renovação do Mac Mini, dado que estou necessitado dum Home Server / Media Center a para ser posto na sala de estar e estar ligado à televisão.

    Mas com os portáteis e os Cinema Displays de fora do lineup a apresentar na MacWorld ainda sobra espaço para falar de mais coisas.

    Possivelmente serão aprofundados detalhes sobre o Snow Leopard, do iLife ’09 e do iWork ’09.

    Claro que toda a gente anda a falar dum possível Tablet, de tal maneira que parece que é o Santo Graal, mas sinceramente não me interessa nem um bocadinho.

    Algo que sim me interessava seria um Netbook. Até vos dou specs se quiserem: Dual-Core Intel Atom 1.6, 2Gb Ram, 16Gb SSD, Ecrã 10″, OS X e o design do Macbook Air. Isto com auto-sync com o Mac de casa (Dropbox style). Mas é algo que infelizmente não devemos ver em Janeiro.

    Conclusão

    Resumindo, e para não tornar este post ainda mais comprido, a Apple renovou a linha de portáteis para os voltar a tornar competitivos oferecendo agora um portátil com qualidade de construção premium (Macbook) ao público que não dispõe de €2000.

    Por muito tentador que seja o novo Macbook Pro, o meu de Janeiro de 2007 (2.16Ghz, 3Gb Ram, Radeon 1600 e disco de 120Gb) ainda está ai para as curvas, pelo a conclusão é que é tudo muito giro, mas não é para mim.

    No need for words

    P

    WWDC 2008: my take

    Depois da poeira dos anúncios da WWDC assentar (e de ter feito um teste esta manhã), chegou a altura de dar a minha opinião sobre a Keynote.

    O seguimento da Keynote foi feito na sala de IRC que o David Rodrigues criou, no MacRumorsLive, no Engadget e num stream sonoro que foi disponibilizado online no site Ustream. A experiência não foi a melhor. A todos os que estávamos a comentar a keynote no canal de IRC, pareceu-nos que estivemos mais de uma hora a apanhar uma seca e que a parte interessante só foram os últimos 20 minutos, onde foi apresentado o iPhone 3G. Não podia-mos estar mais equivocados, se tiverem tempo, vejam a Keynote em video. Acreditem que vão gostar de ver os programas que foram demonstrados, que dão um cheirinho do que vamos poder ver na AppStore no seu lançamento em Setembro.

    Download video: 1.18Gb – Link

    Acreditando que já todos sabem o que foi apresentado na Keynote, ficam de seguida as minhas opiniões sobre os diversos tópicos abordados. Se não acompanharam a keynote, deixarei os links para cada produto para poderem explorar posteriormente.

    iPhonehttp://www.apple.com/iphone/

    O foco principal da Keynote foi a apresentação das novas funcionalidades do iPhone.

    Destas novas funcionalidades, destaco:

    - O suporte para a plataforma da Microsoft Exchange 2007. Esta plataforma é basicamente um standard no mundo empresarial, e o que a Apple fez com a adopção desta plataforma foi viabilizar a entrada do iPhone no mundo empresarial.

    - A inclusão do protocolo 802.1X, o que permitirá aos utilizadores de iPhones e iPod Touch o acesso às redes privadas das empresas e das universidades (eudoram no IST por exemplo funciona sobre este protocolo).

    - A solução da Apple para o problema das background apps. À primeira vista parece uma solução muito interessante. Deixar o processamento de pedidos nas mãos dos servidores dos developers e mandar uma notificação a um iPhone a dizer que tem um evento à espera numa aplicação que não está a correr. O utilizador é avisado, e quando lançar a aplicação, recebe a informação toda vinda dos servidores dos developers. Resta ver é a implementação dos clientes de instant messaging, por exemplo, vão lidar com o sistema.

    - Sistema de reconhecimento de caracteres asiáticos. Não que me interesse, mas sempre é um bom exemplo do que se pode fazer com o touchscreen do iPhone.

    - 3G, para muitos era o que faltava ao iPhone para ser o telemóvel perfeito. Estes já não se podem queixar.

    - A-GPS. Algo não essencial para mim. Mas se vem incluido nos $199 que custa o iPhone não me posso queixar.

    Entretanto já foram mostrados previews de programas, dos quais destaco o preview da ArsTechnica da versão para iPhone do NetNewsWire (link está no post anterior). Cheira-me que me vai dar muito jeito para que as aulas passem mais depressa.

    Resta saber se será permitido enviar apps para o iPhone gratuitamente se, por exemplo, um cliente comprou a versão desktop dum programa. Isto é, por exemplo, tendo eu comprado o MarsEdit e se hipotéticamente o Daniel Jalkut lançasse uma versão para iPhone do programa, eu podia ir buscar gratuitamente essa aplicação, mas quem não tivesse a versão Desktop teria que pagar um valor x pela mesma.

    Está confirmado que vamos ter o iPhone cá em Portugal dia 11 de Julho, isto claro se os camionistas acabarem com os piquetes de greve até lá, resta saber o preço em Euros e os preços dos tarifários. Ao câmbio actual, a versão de 8Gb ficaria por €127 e as versões de 16Gb a €192. E o tio Steve disse que iria custar “a maximum of $199″ na maioria dos países.

    MobileMehttp://www.apple.com/mobileme/ www.me.com

    Não sou utilizador nem da plataforma .mac, nem o sou do Google Calendar por exemplo. Mas se vier a comprar um iPhone irei com a maior das certezas experimentar o serviço já que tem um trial time de 60 dias, o que deve dar para ver as capacidades do mesmo. Depois verei se valerá a pena pagar os $99 anuais. Pelo que vi na Keynote, tem muito potencial.

    10.6 Snow Leopardhttp://www.apple.com/macosx/snowleopard/

    Tendo em conta que o que nos foi dado a saber deste nova versão do OS X, tenho três observações a fazer.

    A concorrência é tão boa que a Apple se pode dar ao luxo de congelar as user features, lembrem-se que foram mais de 300 para o Leopard (10.5), para se poderem concentrar em optimizar o código do sistema operativo, prepara-lo para o futuro e introduzir novas frameworks internas. Destas frameworks internas, uma é dedicada ao processamento (paralelo em) multi-core (GrandCentral) e a outra para utilizar o poder de processamento das placas gráficas em aplicações “não gráficas” (OpenCL), algo que a nVidia também está a desenvolver com a sua plataforma CUDA.

    Como pagaram o licenciamento do Exchange para poder utilizar o ActiveSync, fazem também o favor de o incluir no Mac OS X (Desktop) e logo ai atraem mais empresas à plataforma Mac.

    Estamos a um ano de distância do seu lançamento, e resta ver o preço que lhe vão dar. Com as features que conhecemos até agora, não sei até que ponto é que o utilizador comum, a quem pouco lhe interessa o Grand Central e o OpenCL, estará disposto a dar os $129 do costume.

    A versão Server vai trazer suporte para o tão esperado sistema de ficheiros da SUN, ZFS. A questão que se coloca é: “Porque é que só a versão Server vai ter suporte para o ZFS?”